Resenha Crítica: TOLERANCIA


Tolerantia, nome original do curta metragem Tolerância, dirigido por Ivan Romadam, foi lançado em 2008 na cidade de Herzegovina, na Bósnia, e é um filme de classificação livre do gênero animação.
O curta recebeu diversos prêmios e foi indicado pela Academia Européia de Cinema como melhor da categoria.

Seu enredo, utiliza como analogia a disputa entre dois gigantes sobreviventes da Era do Gelo para metaforizar a constante dificuldade de relacionamento existente dentro da sociedade atual.
Em Tolerância, ao perceberem que tiveram a mesma ideia, ou seja, a de construir pirâmides e objetos de adoração, que eram semelhantes, os personagens entram em um conflito que resultou na destruição parcial de suas criações e os levaram à morte, tudo isso por não compartilharem da mesma crença.

Com o formato animado, o filme traz conflitos muito corriqueiros em algumas regiões do mundo decorrentes da intolerância, seja esta religiosa, cultural ou até mesmo étnica, que quase sempre acabam envolvendo disputas territoriais, como é o caso da Síria e países do oriente médio.
No decorrer da história, é possível pontuar acontecimentos ocorridos que podem ser contextualizados para a realidade. Uma que muito chama atenção é que no inicio do vídeo, conforme chaga ao fim a era glacial, o homem que estava congelado se vê em um novo período, entretanto, com a mesma mente fechada à novas ideias, que é o que acontece com muitas pessoas, ainda que vivenciem avanços e transformações , não se abrem ao novo.

Muito bem dirigido, utilizando os melhores recurso cinematográficos da época, e ótimo para reflexão, Tolerância nos mostra como nossa falta de vontade para compreender e aceitar aquilo que é diferente podem acarretar em situações desagradáveis e finis indesejados. Por todos esses motivos, ouso dizer que o curta consegue prender a atenção até do público acostumado com comédias românticas.


Texto escrito em 30/03/2016

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