Precisamos falar sobre: CAMINHO DAS ÍNDIAS

Considerando que escrevemos esse texto no início de 2023, há pouco mais de um ano atrás decidimos assistir Caminho das Índias que havia sido disponibilizada pouco antes, na integra, no streaming da Globo.

O combinado era assistirmos um capítulo por dia e comentar sobre ele. Assim o fizemos (ou quase isso).

Eu já tinha a assistido anteriormente, mas era a primeira vez do Wendel, que, apesar de grande admirador das obras da Glória Perez (tais como O Clone e A Força do Querer), por alguma razão tinha deixado passar esse NOVELÃO (risos)!

Ao longo dos 203 capítulos vimos que PRECISÁVAMOS FALAR SOBRE CAMINHO DAS INDIAS para as pessoas! 

Essa trama super envolvente e cheia de camadas, apesar de ter sido aclamada pela critica internacional, sendo a Primeira novela Brasileira a levar o Emmy de Melhor Novela e uma das mais vendidas pela rede globo (mais de 90 países) sofreu bastante em sua primeira transmissão aqui no Brasil, pois, sua audiência de quase 50 pontos em alguns capítulos ia de encontro com as duras críticas não só à história em si, como aos personagens.

Por essa razão, viemos aqui defender, por meio de argumentos contundentes, nossa novelinha!

Sem maiores delongas, vamos ao que interessa:

Por Paloma Freitas e Wendel Viana

Caminho das Índias, como outras boas novelas de Glória Perez, foi uma trama que tratou de muitos assuntos ao longo dos capítulos, assuntos esses relevantes para sociedade de mais de uma década atrás, mas ainda relevantes na atualidade. Ela manteve sua marca e fez com que questões pouco faladas na sociedade "caíssem na boca do povo". Poderíamos, então, começar falando sobre várias dessas questões, mas, para inicio de conversa, falaremos daquele que foi o maior acerto dessa novela: seu argumento sólido.

Um dos principais fatores para que uma novela seja bem sucedida é, antes de qualquer outra coisa, a construção do seu argumento central. Um argumento é um texto que sintetiza toda a história, como se ela estivesse sendo contada para alguém, com os detalhes que são importantes para a compreensão geral, apresentando a essência de seus personagens centrais e as situações que eles enfrentam, tudo com começo, meio e fim. É o argumento de uma novela que serve de base para sustentar toda a sua estrutura conectando todos os pontos entre si sem deixar nada solto. Se um argumento for vazio, o autor, por melhor que seja, pode até tentar enrolar o telespectador fazendo todo o tipo de malabarismo que ainda assim os defeitos ficarão a vista de quem estiver assistindo com mais atenção. Agora, um bom argumento, que consegue ser bem desenvolvido também na tela, é capaz de deixar qualquer um encantado, assim como nós ficamos.

O folhetim nos apresenta logo de início Maya, uma típica indiana, de uma família da casta dos comerciantes, extremamente rigorosa aos costumes e às tradições da sua cultura que, em uma ida ao Templo, tem seu destino cruzado com o de Bahuan, um dalit, considerado intocável e que, segundo os textos sagrados hindus, é oriundo da “poeira aos pés do Deus Brahma”, impuro e condenado a nem mesmo tocar com sua sombra um integrante das castas. Os dois são arrebatados por uma paixão avassaladora e ela se entrega a ele sem pensar nas consequências dos seus atos. O plano dos dois era o de fugirem juntos deixando tudo para trás para viverem o amor que os arrebatava (típico em uma história de amor proibida). 

Contudo, esse não é um argumento sobre uma história de amor proibido. Sendo assim Maya é surpreendida pelo destino; sua fuga com Bahuan não se concretiza. Sem dinheiro pois teve de abandonar seu trabalho e inserida numa cultura opressora para mulheres, ela descobre que está grávida de Bahuan e se vê obrigada a aceitar um casamento arranjado com Raj, um completo desconhecido, filho do meio de uma família ainda mais tradicional e preconceituosa que a sua (e que também vem de uma desilusão amorosa por conta dos costumes da família).  

Se esse já seria o combo perfeito para uma boa trama e uma ótima mocinha, ele se torna ainda melhor, pois consegue, durante os nove meses em que a novela foi exibida, ser contundente e sustentável, e veja, estamos dizendo que ele se sustentou; não que foi carregado pelos capítulos. E isso se deu por um simples motivo: a novela toda acontece e se justifica baseada naquilo que se propôs, todas as atitudes da personagem principal e dos que estão a sua volta, giram em torno das consequências dos fatos que originaram a história até os últimos capítulos da novela.

Como muito provavelmente você também já assistiu essa novela (e se não assistiu, não espere muito mais para o fazer), então, trabalharemos nosso poder de síntese e não vamos nos ater às minucias da drama. 

Aqui então, pode-se pensar que Caminho das Índias foi uma novela de muitas barrigas, e talvez essa até seja a opinião de alguns desatentos, mas para nós, foi uma novela linear. Ainda que o núcleo Brasileiro realmente tenha andado, por alguns momentos, em certo marasmo, o núcleo Indiano nunca esteve parado. Como dissemos, os desdobramentos da história de Maya e Raj movimentaram toda a trama e a cada acontecimento Maya se enrolava mais e mais com mentiras e dissimulações que a enredam de tal forma que dizer a verdade simplesmente não é mais uma opção. Ora, mas não estamos falando de uma mocinha?? SIM, ESTAMOS, mas não uma mocinha qualquer.  Vamos então ao segunda ponto alto do folhetim: A MOCINHA.

Escrever uma mocinha é uma tarefa muito difícil, e podemos dizer sem medo de errar que não é qualquer autor que consegue esse feito com maestria. Isso porque a mocinha é um perfil complexo. Ela tem que ser boa, mas não pode ser do tipo que não gosta de dinheiro (afinal, quem não gosta?); ela tem que sofrer nas mãos de seus algozes, mas não a ponto de ser chamada de "burra". Ou seja, tem que haver um dose acertada de tudo. É claro que existe um outro fator crucial que é a atriz saber dar o tom certo, mas isso é papo para mais logo. 

Em Caminho das Índias, temos uma ótima criadora de mocinhas, vide Jade de O clono, fazendo uso de seu melhor artifício, que é emocionar o público. Glória, por ter trabalhado com Janete Clair, uma das maiores, se não A Maior autora de telenovelas, herdou sua escrita inteligente e aprendeu direitinho a fórmula da mocinha perfeita, conseguindo repeti-la ao longo de vários trabalhos. E foi assim que ela escreveu Maya, uma mocinha com camadas, forte, mas também sofredora, guiando todo o eixo principal da trama. Aqui temos uma personagem principal que está no foco da maioria dos conflitos, se não diretamente, indiretamente, todos muito bem construídos. Maya está tão bem inserida na trama e suas atitudes a colocaram em situações adversas de tal forma que nem sentimos falta de uma grande vilã em seu caminho. Glória conseguiu aqui fazer com que entendêssemos perfeitamente que o destino e as atitudes da mocinha encaminharam o ritmo e rumo de sua história. MAYA É A MOCINHA PERFEITA.

E por falar em Maya, precisamos destacar, ou mais que isso, enaltecer o trabalho de Juliana Paes nessa novela. Caminho das Índias foi o 7º trabalho da atriz em novelas da rede globo. Embora entre eles até tenham havido papéis com certo destaque, o fato é que essa novela era sua primeira vez como protagonista, e observem: uma protagonista do horário nobre da casa, em uma trama com mais de 200 capítulos, como era de praxe nos anos 2000 e 2010, e com uma média de 50 minutos cada. 

O que queremos dizer com isso é que existia sim uma carga enorme de cenas e textos e eles foram executados brilhantemente!

É certo que a caracterização conta muito, inclusive, em entrevistas ao vídeo show na época da novela, Juliana disse que ela mesma fazia a maquiagem, principalmente dos olhos, que eram marca registrada da personagem. A Maya com ar jovial e inocente do início da trama é substituída por uma Maya madura antes do meio da história, o que nos ajuda muito a entender o drama vivido por ela. Contudo, destaco o trabalho corporal realizado pela atriz aqui, aquela coisa da atriz em ação, entendem?!. Era muito difícil não se convencer do sofrimento e até não sofrer junto quando ela segurava o sari, ou andava de um lado para o outro do cenário, em ato de desespero. 

Presenciamos algumas cenas, em que Juliana esteve grandiosa, fazendo arte no seu sentido mais literal. Como costumávamos dizer em nossas conversas, uma atriz em estado de graça. Foi assim:

1- Na cena dela sendo abandonada por Bahuan e voltando para casa na chuva; 

2- Durante toda sequência do parto; 

3- Na cena de seu embate com Duda; personagem de Tania Kalil; 

4- Quando vai pedir clemência à Surya de Cléo Pires (diga-se de passagem, a própria Cléo se emocionou em cena aqui); 

5- Na descoberta da suposta morte de Raj e; 

Por fim e talvez mais linda de todas: 6- No penúltimo capítulo quando ela entrega Niraj à Gopal. 

A realidade é que não apenas em cenas impactantes ela "entregou tudo", mas capítulo após capítulo com olhares, expressões e postura que diziam muito mais do que as palavras da personagem.

Para trabalharmos com a verdade aqui, é necessário dizermos que não somos grandes simpatizantes da pessoa Juliana Paes, também não somos grandes apreciadores de alguns de seus trabalhos que são super reconhecidos pelo grande público, ou pelo menos não éramos (risos). Explicitamos isso, pois é ainda mais admirável como ela fez um trabalho bem feito no corpo de Maya, até porque, qualquer antipatia que pudéssemos ter dela cai por terra diante da atuação voraz entregue. Mérito total da atriz e de seu ótimo desempenho!

Existe um vídeo, em que a Juliana fala da responsabilidade que é fazer uma personagem quando um autor fala que "fez aquela personagem pensando em você". Se o encontrássemos, disponibilizaríamos o link para vocês, pois acreditamos que o que a Ju fala nele, justifica a forma como ela deu vida à Maya. 

Ainda que pareça um clichê dizer isso, é impossível imaginar qualquer outra atriz fazendo a personagem. Temos mania de dizer que é possível desvincular a imagem da  Juliana Paes da de Maya, de tão inteira que ela estava ali, mas ao mesmo tempo entender que a Maya só podia ser da Juliana, e isso fica ainda claro para nossa leitura da história, porque para nós ela entendeu perfeitamente a personagem e, mais do que isso, entendeu o que a autora queria passar. Isso é, inclusive, um ponto alto de Caminho das Índias. Chegamos ao final da trama vendo direção, elenco e textos todos muito afinados e mostrando que entenderam perfeitamente o que cada um devia passar.  

Voltando ao foco principal desse texto, ainda é necessário destacarmos alguns outros pontos importantes sobre a novela que foi digna de receber um Emmy e, para não chover no molhado, nem vamos falar aqui sobre o figurino, caracterização, fotografia, trilha sonora etc., pois esses foram, inquestionavelmente, enormes acertos da obra. Em se tratando da história, é necessário dizermos que foi muito boa a forma como a autora construiu o casal principal. Tendo por pano de fundo a cultura da Índia, vimos, capítulo após capítulo Raj e Maya construindo o amor que tanto foi falado desde o início da obra. Primeiro com uma cumplicidade e amizade forte, um ciúme disfarçado de medo da verdade e depois, já com o filho nascido, fomos percebendo, até mesmo antes dele, que aquela ligação que eles tinham e exalava na tela era mais que isso dando ainda mais validade para o final da história, porque a relação construída estava sólida e não houve o que pudesse separa-los. A consolidação disso veio com o tão esperado (e sincronizado) "eu te amo" da última cena.

Outro acerto enorme, e aqui não sabemos ao certo a quem devemos elogiar, foi a escalação primorosa. É incomum ver tantos figurões juntos em uma mesma trama. Além de Eliane Giardini, Vera Fisher, Antonio Calloni e Tony Ramos, tivemos a honra de ver Lima Duarte, Laura Cardoso, Elias Gleizer, Flávio Migliaccio, Osmar Prado, Nívea Maria e Stenio Garcia abrilhantando o time da novela e o melhor é que eles não estavam ali apenas para isso, todos tinham função na trama, tinham histórias relevantes acontecendo, o que, infelizmente, não vemos sempre com os atores mais maduros. Tivemos cenas emocionantes entre Laura Cardoso (Laksimi) e Lima Duarte (Shankar) e cenas super engraçadas com os desmaios de Indira (Eliane Jardini) e os surtos de Manu (Osmar Prado). Este ultimo, diga-se de passagem, estava no ponto e foi um ótimo alívio cômico. 

Como dito na inicial, essa foi uma novela que, além de apresentar uma parte da Cultura Indiana, foi além, e dentro disso, apresentou o preconceito e suas diferentes formas de ser, retratando muito bem que o julgamento prévio só trás infelicidade. Mas ela não parou nessa esfera e trouxe uma série de outros assuntos desenvolvidos paralelos à trama principal. Obviamente, alguns dos temas tiveram maior foco, podemos até dizer que foram mais bem retratados, como a questão das doenças psicológicas, ilustradas através da esquizofrenia e psicopatia que, muito bem construídas, explicaram para o telespectador a diferença entre elas através de diálogos quase que didáticos. 

Inclusive, este foi um aspecto muito bem trabalhado, pois Glória conseguiu o ponto certo que quase ninguém consegue ao escrever textos do tipo para seus personagens. As muitas cenas do Dr. Castanho falando sobre as doenças foram grandes momentos de alguns capítulos, super informativas e nada cansativas, elas nos apresentavam como essas doenças funcionam, mas não de um jeito que coloque o telespectador num lugar de ignorância, e sim fazendo com que a novela cumprisse sua missão de existir perante a sociedade, além de permitir que o público entendesse as ações dos personagens. Essa manobra, inclusive, foi utilizado em outros núcleos, Shankar, Opash e Pandith foram os maiores responsáveis por nos ensinar um pouco da cultura Hindu por meio de conversas e discussões. Ponto para a escritora! 

Todavia, nem só de bons momentos vivem uma novela, é preciso apontar que em alguns aspectos a novela pecou. Como dissemos, alguns assuntos foram muito bem abordados, já outros, deixaram a desejar, se não beiraram o desserviço, como já é quase uma marca da Glória. Caminho das Índias trazia uma proposta de escola modelo, que de modelo nada apresentou, não nos foi passado o objetivo dessa escola existir, apenas que nada ali dava certo, uma vez que as turmas eram extremamente bagunceiras e desrespeitosas, e a professora mal era ouvida, e o pior: a trama chega ao fim com a escola no mesmo lugar do inicio, ou seja, em meio ao caos!

Além disso, tivemos a questão da fertilização em vitro e pai de aluguel. O assunto em si, é interessante, o problema foi a abordagem. Para os mais desatentos, na novela, a diretora da escola modelo (risos) decide engravidar, num produção independente, contudo, ela começa a pesquisar e entrevistar candidatos para ser o pai de seu filho (o que já é estranho). Ela então escolhe uma pessoa e a faz assinar um contrato que o descarta de qualquer vínculo com a paternidade. Daí para frente, a trama vira uma grande chacota sobre o pai que não se conforma com o contrato que ele assinou e ela alucinada não querendo contato com o dito cujo. 

Existem dois problemas aqui e nem vou me aprofundar na parte ética da coisa: primeiro que faz parecer que algo sério como são esses procedimentos podem ser tratados com banalidade, desencorajando as pessoas de faze-lo, e tem o problema do texto em si, uma vez que a novela termina e esses personagens apenas não se suportam, seguem se desentendendo e nada é resolvido sobre o pai ter ou não direito.

Talvez, o pecado da autora, não só nessa como também em outras tramas, seja querer falar de tantos assuntos complexos que não sobra tempo para aborda-los da forma correta. Isso se confirma se pensarmos que até a trama principal foi ganhando "solução" apenas nos últimos capítulos. Sobre isso inclusive, entendam: não vemos como algo totalmente negativo, uma vez que de outra forma poderia ter perdido o impacto, a questão é que no caso das tramas secundárias não havia necessidade de terem sido tão prolongadas a ponto de não ter nenhum final.

Para finalizar, falaremos de duas questões, também deixadas em aberto, mas que para estas temos outro posicionamento. A primeira delas é o fato de Suria ter sido uma grande naja🐍 durante todos os capítulos, ter tramado contra Maya e enganado toda família, inclusive o marido, mas ter passado ilesa, sem ninguém ter ao menos descoberto algumas de suas tramoias. A outra é o fato do Raj nunca ter descoberto que teve um filho com a Duda, e o pior, a Maya sabendo não ter aberto a verdade para ele quando pode. 

Mas por que passamos pano para esses furos graves? Na primeira situação, entendemos que foi uma grande sacada mostrar na novela, que na vida as pessoas nem sempre são desmascaradas, mas sim acabam pagando por seus erros no dia a dia. Suria por exemplo terá de lidar com o fato de não conseguir ter o filho homem e ainda ter que cuidar de uma menina que nem era sua.

Na outra, vemos que sim, é horrível ele não saber a verdade, mas a novela inteira mostrou que as pessoas vivem suas verdades e são felizes sendo enganadas. Isso não é lindo, mas era claramente a proposta de algumas tramas, como a da Norminha com Abel, e vemos isso se repetir com o Raj, que foi enganado na cara dura pelos seus pai e afins e mesmo com a verdade tão próxima, ele nunca se interessou em ir a fundo. Além disse, a pobre da Duda, esquecida no rolê, não precisava passar por mais essa perturbação. Então, há males que vem para o bem.

Para fins de conclusão, podemos dizer que mesmo com os pontos falhos, Caminho das Índias fica com um saldo mais do que  positivo. Essa foi uma história construída de detalhes e é difícil falar bem dela sem apresentar cada aspecto que a tornou especial. Como costumávamos dizer, quem a assistiu DE VERDADE, prestando atenção em tudo, finaliza os a história com vontade de que outras pessoas também a vejam e se apaixonem. 

                                 



Gostaríamos de reforçamos que além de todo o efeito que a novela teve sobre a nossa vasta carreira de noveleiros (risos), essa jornada também serviu para estreitar os nossos laços de amizade, motivo pelo qual esse texto existiu! Durante os sete meses em que assistíamos aos capítulo, rolavam conversas a fio sobre cada trama e, quanto mais a gente se apaixonava pela história, maior era o tempo que a gente passava resenhando sobre o capítulo - tanto que na reta final acabamos quase que assistindo cada capítulo simultaneamente comentando como se estivesse ao vivo, o último capítulo parecia de fato um último capítulo de uma novela inédita que estava no ar tamanha era a nossa emoção - fora que tínhamos praticamente as mesmas impressões sobre as coisas que aconteciam por vezes comentávamos sobre o mesmo detalhe sem saber. Com certeza a nossa amizade se tornou muito mais auspiciosa depois do caminho até as índias. 


Até a próxima! 💛


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